martes, 1 de mayo de 2012

Eu son do tamaño do que vexo

Finalizado el mes en el que se recuerda a Cervantes usualmente desde su inmortal libro El Quijote,  Publicações D. Quixote publican O tempo envelhece depressa, libro de Tabucchi (Pisa, 1943), recientemente fallecido en Marzo pasado (Lisboa).


Llega Mayo, tiempo todo él do Día das letras galegas. Como aperitivo, desde Portugal -primo hermano, sobre todo ata o Douro- la voz de Fernando Pessoa: desde el "Libro del desasosiego", 170, Caeiro escribió

                                                                 "Porque soy del tamaño de lo que veo
                                                                  y no del tamaño de mi estatura".

Véase, pues:


Da minha aldeia veio quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
                                                                Alberto Caeiro

Edição/reimpressão Publicações D. Quixote, 2012
Editado entre nosotros en 2010...
 
"Le pregunté sobre aquellos tiempos en que éramos aún tan jóvenes, ingenuos, entusiastas, tontos, inexpertos. Algo de eso ha quedado, excepto la juventud, respondió "( "El  círculo", en el inicio del libro, cuyo tema es la muerte...)


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